segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Não sei desenhar abraços
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Todos Estivemos Feios!
Onde eu estava no 25 de Abril? Provavelmente a comer uma papa Pensal feita a leite em pó. Sim, sou uma piegas, ainda que, com ânsias a inovadora morna que a nada me leva. Afinal ficou-me tatuado na pele de menina o quanto seria uma subjetiva contestatária, e esse efeito é bem pior que estar presa, porque nesta prisão os muros erguidos são a transparentes tijolos e de arame macio ornamentados. Certo é que não concordo com violência, alguns sabem, fecho os olhos no cinema a todas as cenas de agressão física e pergunto de dois em dois segundos, a quem me acompanha naquele escuro, se já os posso abrir. Imaginem no real. MEDO, muito medo.
domingo, 11 de novembro de 2012
Supões
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Insónia de morango
domingo, 21 de outubro de 2012
domingo, 7 de outubro de 2012
vai
Odeio-te.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Que posso eu
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
sonho privado
domingo, 16 de setembro de 2012
Ca.ir
Esculpem o seu Eros a paixão, um ser tão gigante e sossegado num abraço apertado, debruado e magoado e que é forte e confessado, pintado a negras nódoas escavadas.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
TU.do
terça-feira, 11 de setembro de 2012
na (nossa) bolha
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
mãos de polvo com braços de árvore

Naquele dia, que já não é o de hoje, foi naquele, foi assim com uma vontade de apagar tudo, começar de um novo começo, assim à brava, assim...
Novo começo, mas que começo? Como ontem que estava a ouvir repetidamente a música, que não será a que publicarei com este post, mas a que me acompanhou até certo ponto estas linhas, certas e apagadas mais de umas tantas vezes até lhes encontrar sentido, Beautiful de Portishead, é essa mesmo. Mas naquele dia, parecia cair em terra dura os sentidos cegados, como um aperto num peito frágil que roça contra todas as teclas das costelas. Não sei como descrever esse sentimento, em nada dantesco, essa opressão fácil em apelidar de medo aquando não percebemos um choro compulsivo que derrama uma única lágrimas de se ver, essa sensibilidade obscura que abre fissuras em céus anis ao entardecer de mais um dia.
Nada há a desmistificar, é o que é, é o que foi e continuará certamente a o ser. Diz mais um dos meus conjugues, agora, nesta hora de almoço. Mas agora mesmo, agora que estou no meu terceiro café, numa esplanada sossegada da minha zona, da minha zona... sorrio, tão minha esplanada que nunca tomo café aqui, sempre a conheci, enfeitada de vasos pequenos içados em pequenos postes que demarcam a plataforma de ocupação das suas duas mesas, as que completam esta grandiosa esplanada de bairro. E sim, faz amanhã uma semana que ando às voltas com este texto. Amanhã é terça-feira, facto é, o de estar neste enguiço escrito, o julgado atabalhoado, o que é refeito mais de um plural de vezes e que faz a sua natural mutação, afinal, talvez um sentir sentido sem escrito sentido. É o que é, é o que foi e continuará certamente a o ser...
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
A ave falou

Longos dias passaram em alto mar, o barco fez sua primeira paragem numa ilha verdejante. Dentro dele saíram mil homens e um gigante que comandava a tripulação que então gritou:
- Homens à ilha, encontrem-me tesouros!
E os mil homens correram pela praia, desapareceram pela verde ilha. O gigante sentado na areia ficou, esperou pelos seus aventureiros, imaginando fortunas à sua chegada. As horas passaram e nenhum voltou, o gigante levantou-se e na ilha também entrou.
Ao fim de passos o gigantes encontrou um pássaro de mil cores, que falou:
- Desconhecido Gigante, a bruxa os teus homens levou.
E na mão do gigante o pássaro pousou e das suas asas uma chave mágica deixou. O pássaro dali voou.
O gigante à procura dos seus homens numa gruta entrou e lá dentro a voz da bruxa suou:
- Entra gigante, vem ver com os teus olhos o que aos teus homens encantou.
O gigante olhou e como os seus homens ficou. Encantado com a beleza daquele lugar, ali era o tesouro, ali era a harmonia entre homens e animais, todos falavam, todos eram iguais.
domingo, 22 de janeiro de 2012
TABÙ

Passámos a intocáveis, algo estranho, que de tanto pensar se entranha, sim, como saber sobre este desconheço? Quem és tu que desconheço, aquele que se disse apaixonado por textos escritos a música, que desejou imensidão num só olhar de reconheço, depois alcançou o desejo num abraço penetrado e logo a seguir o beijo com anseio ao enlace de um rolar, o dizer do apetecer fazer... fazer amor. E o cd toca, roda sem parar, chega ao fim e recomeça, como uma peça da vida que está em cena por temporada sem julgamento a um fim anunciado.
Quem serás tu, Sr. Desconheço? Quem serei eu, Sra. Desconhecida?
Somos umas letras de músicas rabiscadas, num tabu participado, somos 12horas desejadas e mais 6horas roubadas, somos um incógnito incontrolado, um esconderijo guardado, somos um intenso desejo segredado, um segredo anunciado, somos uns pequenos corvos pintados, numa manhã aclarada, somos um sardão nas tuas costas assinado, uma tatuagem na minha pele intencionada, somos o que somos, o que nunca saberemos dos desconhecidos seres afigurados, somos passeio à procura do calor que aqueça a pele de quem nunca desnudou, somos sentido de um sorriso e de uma gargalhada, uma foto iluminada, um jardim com chão penteado, um lago com poucos patos, somos estalactite e estalagmite, uma vista de mar com horizonte na cidade. Somos o sono apoderado, o sono alcançado para um sonho não realizado.