domingo, 22 de janeiro de 2012

TABÙ


O cd toca, roda sem parar, chega ao fim e recomeça, como uma peça de teatro que está em cena temporadas sem julgamento a um fim anunciado. O cd rola, toca e está mal gravado, o tabu de 3:33 pára nos 1:55 da letra da música que nos preveniu da razão, a qual julgámos ser a nossa, a nossa música que tocaria à entrada em palco. A deixa que ficou sem efeito.
Passámos a intocáveis, algo estranho, que de tanto pensar se entranha, sim, como saber sobre este desconheço? Quem és tu que desconheço, aquele que se disse apaixonado por textos escritos a música, que desejou imensidão num só olhar de reconheço, depois alcançou o desejo num abraço penetrado e logo a seguir o beijo com anseio ao enlace de um rolar, o dizer do apetecer fazer... fazer amor. E o cd toca, roda sem parar, chega ao fim e recomeça, como uma peça da vida que está em cena por temporada sem julgamento a um fim anunciado.
Quem serás tu, Sr. Desconheço? Quem serei eu, Sra. Desconhecida?
Somos umas letras de músicas rabiscadas, num tabu participado, somos 12horas desejadas e mais 6horas roubadas, somos um incógnito incontrolado, um esconderijo guardado, somos um intenso desejo segredado, um segredo anunciado, somos uns pequenos corvos pintados, numa manhã aclarada, somos um sardão nas tuas costas assinado, uma tatuagem na minha pele intencionada, somos o que somos, o que nunca saberemos dos desconhecidos seres afigurados, somos passeio à procura do calor que aqueça a pele de quem nunca desnudou, somos sentido de um sorriso e de uma gargalhada, uma foto iluminada, um jardim com chão penteado, um lago com poucos patos, somos estalactite e estalagmite, uma vista de mar com horizonte na cidade. Somos o sono apoderado, o sono alcançado para um sonho não realizado.

3 comentários:

Water disse...

é por estas e por outras que eu não gosto de Tabus...

beijoa

oral_muito_melhor_que_palavras disse...

Olá,

Somo o que somos, a mais ningem nos poderá obrigar, o desconhecido, esse que sorri, que emana segurança por todos os poros, que reflecte o ser que o olha, o desconhecido, quer ter a força de mil homens, e apenas se sente num barco sem leme, afinal o pano caiu, que assitia deixou se dormir, afinal, a vida é mesmo assim, é bela. . .

Continuo a ler . . .

oral_muito_melhor_que_palavras disse...

*quem assistia. . .