segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Não sei desenhar abraços
domingo, 11 de novembro de 2012
Supões
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Insónia de morango
domingo, 21 de outubro de 2012
domingo, 7 de outubro de 2012
vai
Odeio-te.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
sonho privado
domingo, 16 de setembro de 2012
Ca.ir
Esculpem o seu Eros a paixão, um ser tão gigante e sossegado num abraço apertado, debruado e magoado e que é forte e confessado, pintado a negras nódoas escavadas.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
TU.do
terça-feira, 11 de setembro de 2012
na (nossa) bolha
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
mãos de polvo com braços de árvore

Naquele dia, que já não é o de hoje, foi naquele, foi assim com uma vontade de apagar tudo, começar de um novo começo, assim à brava, assim...
Novo começo, mas que começo? Como ontem que estava a ouvir repetidamente a música, que não será a que publicarei com este post, mas a que me acompanhou até certo ponto estas linhas, certas e apagadas mais de umas tantas vezes até lhes encontrar sentido, Beautiful de Portishead, é essa mesmo. Mas naquele dia, parecia cair em terra dura os sentidos cegados, como um aperto num peito frágil que roça contra todas as teclas das costelas. Não sei como descrever esse sentimento, em nada dantesco, essa opressão fácil em apelidar de medo aquando não percebemos um choro compulsivo que derrama uma única lágrimas de se ver, essa sensibilidade obscura que abre fissuras em céus anis ao entardecer de mais um dia.
Nada há a desmistificar, é o que é, é o que foi e continuará certamente a o ser. Diz mais um dos meus conjugues, agora, nesta hora de almoço. Mas agora mesmo, agora que estou no meu terceiro café, numa esplanada sossegada da minha zona, da minha zona... sorrio, tão minha esplanada que nunca tomo café aqui, sempre a conheci, enfeitada de vasos pequenos içados em pequenos postes que demarcam a plataforma de ocupação das suas duas mesas, as que completam esta grandiosa esplanada de bairro. E sim, faz amanhã uma semana que ando às voltas com este texto. Amanhã é terça-feira, facto é, o de estar neste enguiço escrito, o julgado atabalhoado, o que é refeito mais de um plural de vezes e que faz a sua natural mutação, afinal, talvez um sentir sentido sem escrito sentido. É o que é, é o que foi e continuará certamente a o ser...
sábado, 17 de setembro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
desnudada sombra

A sombra não esconde, reflecte a doce harmonia num espelho esclarecido, límpido da crueldade humana, reflecte o simples, reflecte o sonho, o ideal puro e mágico das coisas serenas do imaginário. E assim vamos dançar, emaranhar as sombras desnudas dos nossos corpos teimosos e chatos. A sombra é que vale, vamos nus brincar, vamos nus voar pelas fachadas dos prédios e subir, subir, desenhar sombra nas nuvens brancas lá do alto, e nas cinzentas atiremos baldes de tinta branca, esboçaremos o desenho de tão nossas sombras esfaimadas de querer.
...passa o tempo, passa, passa e passa o tempo.
sábado, 21 de agosto de 2010
A 80

É algo estranho acordar com os olhos colados em ramelas pegajosas, pensamos logo em algo grave. Esta sensação não é inédita, já que todos a sentimos, quem nunca teve uma conjuntivite? Pois..., lá lavei a cara com água corrente, noutra altura a minha mãe faria um pasto de água de rosas, como diz, “é o mais indicado!”. Ainda hoje me recordo desse mimo com cheiro a rosas e nem me importava de estar carregadinha de conjuntivite pelo encanto dos cuidados seguintes, pastos mornos de água de rosas, enfim nostalgia, mas não é sobre a água de rosas, nem de olhos congestionados que hoje vou divagar, mas sim de um sonho de rádio, ao sabor da M80!
Ontem o amigo Mosca vinha todo contente porque tinha descoberto a M80, em busca de uma musiquinha que o acompanhasse na viagem a caminho do Meco deu com ela. Chegou airoso, “as músicas do nosso tempo, todos os êxitos dos anos 70, 80 e 90!”, Dizia ele todo contente.
Com a mesma rádio partimos hoje de regresso a casa. Sintonizei - coisa difícil já que pela 4ª vez me fanam a antena do carro - e fiz-me à estrada, senti o coração a palpitar no olho avolumado, o carro estava ao sol e o calor fez ressentira a inflamação. Toca kenny Rogers & sheena Easton em We've got tonight, céusssss, ui, ui os olhos encheram-se de lágrimas, quero crer pela cabra da inflamação! Quis parar a inundação, mas achei que tal lavagem só poderia favorecer, até mesmo curar a maleita! Mas depois dos amigos Kenny & Sheena, aparece sem aviso, cai no charco em que me afogava a doce Sade. Pára! AcaVou, ACAVOU!!! Desliguei a maldita M80!
E amanhã? Amanhã sintonizo outra vez!
quinta-feira, 24 de junho de 2010
day a ti
...
quarta-feira, 17 de março de 2010
A Pontes
O silêncio que é amigo, correcto e saudável, leva ao sentimento.
O sentimento, o que oculta um passado, constrói um presente e sonha num futuro risonho, leva a ser forte.
Ser forte na inteligência emocional e quebrar na sensibilidade sentimental, leva à contradição.
A contradição não a é, a quem atingir sensação.
A sensação foi, quando voltará a ser?
Ontem foi feio, ontem leva-nos ao hoje, hoje será a cegueira do amanhã.
terça-feira, 2 de março de 2010
Picos Altos e Baixos
P - Sim, estou!
B - Estás mesmo bem?
P - Sim, já disse que sim!!!
B - Mas desculpa, mas estás assim … mesmo bem?
P -Dassss, ESTOU BEM CRL!!!!
Estou surpresa direi, e gosto!
Batia 11 de Janeiro, até ali achava construído o topo do meu castelo, mas este desmoronou-se de tão primário ser. Fora rápido, julguei de um vento simples, mas não. De um tornado se tratara!
Tudo passou, tudo passa demasiado depressa, tão veloz que é, …é-me atroz olhar para trás, assusta-me esta velocidade…
Ontem corria dentro de umas botas vermelhas ortopédicas, chorava horrores de tão feias que eram e o que me apertavam. Apertavam de um jeito que ainda hoje as sinto nos pés. Estou com elas, estou calçada com elas agora, olho para os meus pés, vejo-as horrendas de sorriso quadrado, e dizem-me, afrontam-me contentes e loucas: - Queres-te descalçar???, putas!!! …penso, se as vou descalçar, e não, não vou! - Vivo com vocês nos meus pés desde sempre, deram-me o bom andar, porque vos hei-de tirar?! Sim, porquê? … Calaram-se as putas, pelo silêncio percebi que as vencera, e como uma brisa, um vento puxando um nevoeiro dissipou aquela imagem…
Enfiada nos meus chinelos felpudos, fiquei.
Dia 11 de Janeiro, ali começou a crença de mudança, os anos passados foram recheados de picos altos, picos baixos, neles cresci, como qualquer um. Tornei-me piquenta, picolha, picosa, picona enfim, Picos. Aperaltei-me no vestir, nesse meu fato arroxeado com que me apresentava, por ele passaram as festas da vida, só as festas, as glamorosas, e até as do entulho, muitas festas, o vestido questiona-me com voz melosa, já mais embebido que o roxo vinho de uvas maduras: - Corro o fecho minha querida???, paneleiro!!! …penso, se o vou vestir ou despir, e… - Sim, porque não te despir?! Sim diz-me vestido, porque não te despir? Quero a liberdade na pele, o vento a furar alargando-me os poros, o sol a barrar o tom da minha pele, sai, sai…! Lixado abandona-me o corpo resmungando, soltando a sua língua maldosa dizendo: - Mesmo que te quisesse correr o fecho, já não te servia, gorda de merda! Solto um riso apetecido de há muito, rio tanto que choro, as lágrimas projectadas como nos desenhos animados, em esguicho de torneira com falta de borracha. E sigo, sigo nua, despida de apertos, nua de trajes.
Dispo o pijama, quero-me nua.
Dia 11 de Janeiro, foi ali há pouco, mesmo ali atrás, e tudo mudou, tudo mudou. Quero muito, o muito querer, quero o tudo o que posso ter, agora descalça, agora nua, quero o meu bem-querer, quero o teu desejo me ter.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Gota de adeus
Quando voltares é porque não esqueceste o que viste, assim virás dizer que viste, que também sentiste, o quanto eu desejava e tu desejavas me dizer.
No meu lugar, não te queria afastar, mas que soubesses deter o tempo e o me pudesses dar. Um sonho difícil de acordar, ficar no teu enlaço, quero ficar, ficar nos teus braços, e nunca mais largar, o esperar, a ilusão, chamar por ti, fixar o teu respirar, o teu aninhar, o teu olhar, nunca mais largar esse olhar. Quando voltas? Quando vens? O que me vais dizer dessa tua gota de adeus?
Que não desencaixes o teu corpo do meu? Ou não desencaixes o teu corpo do meu! …não desencaixes…
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Tu
Vem, mas nunca só… traz contigo o desejo.
E depois, volta e leva-me para casa, e ensina-me esta canção...


